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2004 — 2005
Indícios de autoria em dados de aquisição da linguagem escrita
Nesta pesquisa analisei a emergência de indícios de autoria: 1) no processo de reescrita; 2) na escrita de um mesmo sujeito em vários gêneros; 3) na escrita de vários sujeitos num mesmo gênero. Observei nos dados examinados que, a reescrita, quando ocorre parece ser pouco significativa do ponto de vista da emergência de indícios de autoria. Em geral, os textos que já possuem estes indícios os mantém após a reescrita, enquanto que textos que não os possuem não passam a tê-los após a reescrita. Também pude perceber que os indícios de autoria ocorreram em todos os gêneros estudados e, além disso, ao que parece, a emergência destes indícios se relaciona aos gêneros. Possivelmente isso explique porque os indícios foram mais escassos nas dissertações, já que neste gênero, muitas vezes, busca-se o apagamento de marcas pessoais na escrita, ao passo que nas cartas houve uma maior riqueza de indícios, possivelmente por exigências deste gênero textual. Portanto, o gênero discursivo não impediu a emergência de indícios de autoria, embora estes ocorreram, em geral, também em função do gênero.
Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
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2006 — 2008
Gênero e estilo nas melhores redações do vestibular Unicamp
Neste trabalho, examinei redações eleitas pela Comissão Permanente para os Vestibulares Unicamp (Comvest) como as melhores desse vestibular, a fim de observar se a adequação ao gênero discursivo e o estilo individual de escrita favorecem a boa avaliação dessas redações. O vestibular da Unicamp contempla, em suas propostas de redações, três gêneros: dissertação, carta e narrativa. Considerando-se as possibilidades de realização desta pesquisa de mestrado, apenas os dois primeiros gêneros são analisados, já que ambos se aproximam por seu caráter argumentativo. Segundo a concepção bakhtiniana adotada (BAKHTIN, [1952-1953]), a análise do gênero discursivo deve considerar seus quatro elementos ? conteúdo temático, estrutura composicional, estilo e tom ? em suas relações indissolúveis e necessariamente perceber as relações dialógicas que o gênero mantém com os enunciados que o cercam. O exame dos textos mostrou grande homogeneidade entre as redações selecionadas pela Comvest, o que se deve a dois fatores: o atendimento às propostas da prova que indicam como o tema deve ser abordado e a opção, de grande parte dos candidatos, por uma estrutura composicional tradicional. Tanto o atendimento adequado às propostas de tratamento temático, quanto a boa realização composicional dos gêneros indicam domínio do gênero, o que certamente contribui para a avaliação positiva dos candidatos. Apesar da homogeneidade dominante, a partir do paradigma indiciário (GINZBURG, 1986, ABAURRE; FIAD; MAYRINK-SABISON, 1997), ainda foi possível encontrar alguns textos com marcas que podem ser tomadas como indícios de estilo individual. Embora os elementos do gênero sejam indissociáveis, de tal modo que a singularidade do texto perpassa todos os aspectos do gênero, observa-se que, nas dissertações, a individualidade do escrevente se mostra de modo mais evidente no tratamento singular do tema, enquanto, no tom volitivo que recobre os textos, pode ser observada uma maior singularidade nas cartas. Como o
Financiador(es): Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo
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CONCLUIDO
2011 — 2014
Relações dialógicas em narrativas
As narrativas foram objeto de análise de muitos trabalhos desenvolvidos por estudiosos do Círculo de Bakhtin. Nesses estudos, Bakhtin e seus colegas conduziram importantes discussões, arquitetando a concepção de dialogismo, que vem contribuindo substancialmente para investigações literárias e linguísticas.
Em nossa proposta de pesquisa de doutorado, interessamo-nos pelo papel do dialogismo na constituição de textos narrativos. Para examinar essa questão, pretendemos retomar textos do Círculo de Bakhtin, ler obras de Dostoievski ? que tanto influenciaram as discussões bakhtinianas a respeito do dialogismo ? e analisar redações narrativas do vestibular Unicamp.
Através desse percurso de pesquisa, buscamos um aprofundamento teórico da concepção de dialogismo, ao mesmo tempo em que procuramos contribuir para as discussões sobre como o dialogismo pode (vir a) ser trabalhado em contextos escolares de ensino dos gêneros narrativos.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
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2002 — 2004
As concepções de estilo em contexto escolar
Este projeto estava inserido no âmbito do Projeto Integrado CNPq "Subjetividade, alteridade e construção do estilo: pode o estilo individual ser transgenérico?", tendo como uma das pesquisadoras principais a Profª Drª Raquel Salek Fiad, minha orientadora. Busquei observar quais eram as concepções de estilo que circulavam em ambiente escolar, para, a partir disso, fazer uma reflexão sobre a relação escola/estilo. A partir dos estudos já realizados no PI, que tem como preocupação a emergência do estilo em diferentes corpora (tanto longitudinais, como transversais), foi feita uma primeira seleção de dados, buscando exemplos de textos que tivessem marcas estilísticas. Tal seleção foi realizada com base no paradigma indiciário de Ginsburg (1986), buscando-se nos textos selecionados marcas idiossincráticas que revelassem a construção do estilo. A concepção de estilo que norteou esse trabalho foi a proposta por Possenti (1988), segundo o qual o estilo pode ser entendido como as escolhas lingüísticas que o sujeito opera ao escrever seu texto. Os textos selecionados serviram de apoio a entrevistas semi-estruturadas com professores de Língua Portuguesa de Ensino Fundamental (de escolas públicas e particulares), nas quais buscou-se depreender as concepções de estilo que circulam na escola.
Como resultado, pude observar que os professores tendem a conceber estilo como algo realmente idiossincrático, bem como a concepção adotada no PI, mas as concepções de estilos dos professores diferem entre si em aspectos mais específicos, especialmente em relação as marcas lingüísticas que expressam esse estilo.
Financiador(es): Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
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CONCLUIDO
Coordenador
2012 — 2013
A influência da obra dostoievskiana nas discussões sobre dialogismo no Círculo de Bakhtin
As narrativas foram objeto de análise de vários trabalhos desenvolvidos pelos integrantes do Círculo de Bakhtin. Nesses estudos, Bakhtin e seus companheiros Voloshinov e Medvedev conduziram importantes discussões, arquitetando a concepção de dialogismo, que vem contribuindo substancialmente para investigações literárias e linguísticas.
Em nossa proposta de pesquisa, interessamo-nos pelo papel do dialogismo na constituição de textos narrativos. Para examinar essa questão, pretendemos retomar textos do Círculo de Bakhtin, ler obras de Dostoievski ? que tanto influenciaram as discussões bakhtinianas a respeito do dialogismo ? e analisar redações narrativas do vestibular Unicamp .
Através desse percurso de pesquisa, buscamos um aprofundamento teórico da concepção de dialogismo, ao mesmo tempo em que pretendemos contribuir para as discussões sobre como o dialogismo pode (vir a) ser trabalhado em contextos escolares. Assim, partiremos de uma revisão bibliográfica e de uma discussão teórica para, ao final do processo de pesquisa, chegar ao nosso objetivo primordial: propor novos modos de análise e de ensino de narrativas.
Contudo, devido à extensão do percurso de pesquisa, impõe-se que a subdividamos. O projeto de pesquisa que propomos aqui é justamente a primeira etapa da pesquisa, qual seja: examinar obras de Dostoievski, a fim de observar como as relações dialógicas se apresentam nessas narrativas.
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CONCLUIDO
Coordenador
2013 — 2014
Relações dialógicas em redações escolares
Nossa proposta de pesquisa é analisar redações escolares narrativas, para discutir a relevância das relações dialógicas na constituição desses textos. Para consecução desse objetivo, analisaremos textos oriundos de escolas dos municípios potiguares de Mossoró e Serra do Mel, baseando-nos nas reflexões do Círculo de Bakhtin sobre o dialogismo (MEDVEDEV, 1928; BAKHTIN, 1929/1963, 1934-1935, [1952-1953]; VOLOSHINOV/BAKHTIN, 1929) e a polifonia (BAKHTIN, 1929/1963). Nesse exame, apreciaremos o papel dos vínculos dialógicos tecidos entre a redação e outras vozes a ela exteriores, além das relações entre as vozes do autor, do narrador e dos personagens. Pretendemos apontar, através dessa investigação, como os elos dialógicos constitutivos dos textos são importantes para se divisar novos modos de análise de redações escolares e se refletir, inclusive, a respeito do ensino de textos narrativos.
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CONCLUIDO
Coordenador
2014 — 2015
Relações dialógicas em propostas de produção textual de gêneros narrativos em livros didáticos
Propõe-se através desse projeto dar continuidade à pesquisa anterior, Dialogismo em propostas de leitura e escrita de narrativas em livros didáticos, em que se pretendia analisar como as relações dialógicas eram apresentas nas propostas de leitura e de produção textual de gêneros narrativos da coleção de livros didáticos Português: Linguagens (CEREJA; COCHAR, 2010a, 2010b, 2010c, 2010d) para o Ciclo II (6º a 9ª ano) do ensino fundamental. Como esse objetivo mostrou-se muito extenso, optou-se por inicialmente focalizar as atividades de leitura, deixando para um segundo momento a análise das propostas de produção textual. Esse, portanto, é objetivo principal da pesquisa agora proposta: examinar como são contempladas questões relativas às relações dialógicas nas atividades de produção textual de gêneros narrativos presentes nessa coleção de livros didáticos. Nessa apreciação, serão observadas se atividades destinadas ao ensino de produção textual de gêneros narrativos consideram as possíveis relações dialógicas a serem tecidas (i) entre o texto e referências exteriores e (ii) os elos entre as vozes de autor, narrador e personagens no interior das narrativas.
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CONCLUIDO
Coordenador
2015 — 2016
A escrita em concursos públicos: investigando práticas e crenças
Objetiva-se, por meio da pesquisa proposta, entender melhor como a produção textual vem sendo cobrada em concursos públicos no Brasil. Na etapa inicial, propõe-se realizar um levantamento de algumas propostas de produção textual solicitadas em concursos públicos recentes, dos últimos cinco anos (de 2011 a 2015). Esse levantamento deve permitir divisar quais gêneros discursivos (BAKHTIN, [1952-1953]) ou tipos textuais (MARCUSCHI, 2002) são solicitados aos candidatos, estabelecendo-se a frequência com que aparecem. Além disso, investigar-se-á se há distinções relevantes quanto aos gêneros discursivos ou tipos textuais requeridos e na forma como o são, quando se comparam concursos de nível médio aos de nível superior. A partir do corpus compilado, serão examinadas mais detidamente algumas propostas de produção textual de concursos públicos de nível médio e superior: (i) discutindo se as propostas se pautam por uma concepção de produção escrita que destaque gêneros discursivos (ata, relatório, etc.) ou tipos textuais (dissertação, descrição, narração); (ii) investigando os critérios de correção dos textos, (ii) analisando as instruções da prova para a composição dos gêneros ou tipos de textos solicitados; (iv) questionando quais concepções de escrita (domínio da norma culta, clareza e concisão na exposição de ideias, etc.) sustentam as avaliação e como essas concepções podem refletir crenças comuns acerca dos usos ?adequados? da linguagem. Além da análise das propostas, pretende-se investigar: (i) materiais didáticos voltados ao ensino de ?escrita? para concursos públicos; (ii) práticas didáticas comuns em cursos preparatórios para concursos; (iii) perfis de professores e alunos atores desses cursos; (iv) crenças a respeito da linguagem e do que seja escrever bem para a) instituições responsáveis pela elaboração de concursos, b) professores de cursos preparatórios, c) alunos-candidatos. Essa pesquisa pretende (começar a) preencher um locus de pesquisa praticamente ignorado, apesar da alta relevância política (RAJAGOPALAN, 2013) que tais concursos têm para os, literalmente, milhões de envolvidos (alunos, professores, elaboradores das provas). Desconhecer essa realidade é aceitar o modo como se tem tratado a produção textual em concursos, corroborando a própria crença de que o texto, conforme cobrado, é um instrumento eficaz ou útil para selecionar candidatos a um cargo público.
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CONCLUIDO
Coordenador
2013 — 2014
Dialogismo em propostas de leitura e de escrita em livros diáticos
Dando continuidade ao nosso propósito de observar a relevância das relações dialógicas na composição de narrativas, o presente projeto é o terceiro nesse percurso de pesquisa. Em ?Dialogismo em narrativas: uma aproximação à literatura de Dostoiévski? (PIBIC 2011.2012) e ?Dialogismo em narrativas escolares? (PIBIC 2012.2013), estudamos, respectivamente, (i) como a literatura de Dostoiévski serviu de aporte principal para o desenvolvimento das reflexões de Bakhtin acerca do dialogismo e, depois, (ii) a partir das premissas bakhtinianas, analisamos produções escolares de munícipios potiguares a fim de vislumbrar como os vínculos dialógicos se teciam nesse corpus. Agora chegamos a uma terceira etapa, prevista já desde o início desse percurso, que é observar se materiais didáticos contemplam os vínculos dialógicos quando da abordagem de gêneros narrativos.
O objetivo principal dessa pesquisa, portanto, é analisar livros didáticos no intuito de investigar se as propostas de recepção (leitura) e produção (escrita) de gêneros narrativos consideram a relevância das relações dialógicas para a composição de narrativas.
O material didático escolhido é a coleção de livros didáticos ?Português: Linguagens?, para o Ciclo II (6º a 9ª ano) do ensino fundamental. Nessa coleção, pretendemos ver se as atividades de leitura e as propostas de produção textual de narrativas observam as relações dialógicas tecidas (i) entre o texto e referências exteriores e (ii) os elos entre as vozes de autor, narrador e personagens no interior das narrativas.
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CONCLUIDO
Coordenador
2011 — 2012
Dialogismo em narrativas: uma aproximação à obra de Dostoiévski
As narrativas foram objeto de análise de vários trabalhos desenvolvidos pelos integrantes do Círculo de Bakhtin. Nesses estudos, Bakhtin e seus companheiros Voloshinov e Medvedev conduziram importantes discussões, arquitetando a concepção de dialogismo, que vem contribuindo substancialmente para investigações literárias e linguísticas.
Em nossa proposta de pesquisa, interessamo-nos pelo papel do dialogismo na constituição de textos narrativos. Para examinar essa questão, pretendemos retomar textos do Círculo de Bakhtin e ler obras de Dostoievski ? que tanto influenciaram as discussões bakhtinianas a respeito do dialogismo ? e analisar redações narrativas do vestibular Unicamp .
Através desse percurso de pesquisa, buscamos um aprofundamento teórico da concepção de dialogismo, ao mesmo tempo em que pretendemos contribuir para as discussões sobre como o dialogismo pode (vir a) ser trabalhado em contextos escolares. Assim, partiremos de uma revisão bibliográfica e de uma discussão teórica para, ao final do processo de pesquisa, chegar ao nosso objetivo primordial: propor novos modos de análise e de ensino de narrativas.
Contudo, devido à extensão do percurso de pesquisa, impõe-se que a subdividamos. O projeto de pesquisa que propomos aqui é justamente a primeira etapa da pesquisa, qual seja: examinar obras de Dostoievski, a fim de observar como as relações dialógicas se apresentam nessas narrativas.
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CONCLUIDO
Coordenador
2012 — 2013
Dialogismo em narrativas escolares
Nossa proposta de pesquisa é analisar redações escolares narrativas, para discutir a relevância das relações dialógicas na constituição desses textos. Para consecução desse objetivo, analisaremos textos oriundos de escolas dos municípios potiguares de Mossoró e Serra do Mel, baseando-nos nas reflexões do Círculo de Bakhtin sobre o dialogismo (MEDVEDEV, 1928; BAKHTIN, 1929/1936, [1952-1953]; VOLOSHINOV, 1929) e a polifonia (BAKHTIN, 1929/1963). Nesse exame, apreciaremos o papel dos vínculos dialógicos tecidos entre a redação e outras vozes a ela exteriores, além das relações entre as vozes do autor, do narrador e dos personagens. Pretendemos apontar, através dessa investigação, como os elos dialógicos constitutivos dos textos são importantes para se divisar novos modos de análise de redações escolares e se refletir, inclusive, a respeito do ensino de textos narrativos.
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CONCLUIDO
Coordenador
2017 — 2020
Relações dialógicas nos processos de escrita e leitura na contemporaneidade
Propomos refletir sobre as diferentes vozes (individuais, sociais, regionais, profissionais) que constituem a escrita e a leitura como práticas plurais situadas e inscritas. Apoiamo-nos em estudos de viés sociolinguístico, que buscaram entender como a linguagem, sobretudo na modalidade oral, é constituída e marcada por diferentes variedades linguísticas. Interessa-nos, porém, ampliar essa discussão, investigando como as variedades linguísticas também podem ser divisadas em textos escritos. Para isso, fundamentamo-nos também no conceito bakhtiniano de heterodiscurso (BAKHTIN, 2015/[1930-1936]), a fim de questionar como vozes individuais e sociais se entrelaçam em diferentes gêneros discursivos, constituindo-os e se constituindo. Sem desconsiderar que a proposição bakhtiniana toma como escopo o romance, em que entram em cena diferentes instâncias discursivas (autor, narrador, personagens), imaginamos ser possível levar a reflexão bakhtiniana a outros gêneros, como, por exemplo, redações do ENEM e de outros certames, em que se entrelaçam vozes de candidatos e de vários outros sujeitos e instituições, de que resulta um texto complexamente organizado por relações dialógicas (MACIEL, 2014), que mostram os movimentos de leitura e de escrita desses escreventes (BRITO, 2011). Problematizar as práticas plurais de escrita e leitura na contemporaneidade a partir dessa perspectiva teórica poderá nos levar a repensar as próprias categorias (de gênero, de classe social, de profissão, de região) mobilizadas quando das discussões sobre variedades linguísticas, contribuindo, inclusive, para discussões atuais dos letramentos (acadêmicos, digitais, da teoria QUEER), que têm questionado divisões estanques entre discurso científico x não científico, digital x não digital, multi ou unisemiótico (multi ou unimodal) e contribuído para a compreensão das identidades como transitórias.
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CONCLUIDO
Coordenador
2020 — 2023
Práticas de escrita e leitura na contemporaneidade
Propomos refletir nessa pesquisa como se configuram práticas de escrita e leitura na contemporaneidade, marcadas pela cada vez mais pelas possibilidades e contingências do ambiente virtual. Pretendemos divisar como essas práticas de linguagem se desenvolvem em diferentes esferas da comunicação humana, entre as quais destacamos a esfera escolar. No âmbito dessa esfera, os materiais e práticas de linguagem podem ser vários, bem como os estratos escolares considerados, que podem ir da educação básica ao ensino superior. Além disso, não apenas as práticas desenvolvidas no espaço escolar interessam, também são objeto de pesquisa práticas que decoram das práticas escolares, mas desenvolvidas fora do espaço escolar. Para realização da pesquisa, baseamo-nos em vários conceitos bakhtinianos, a serem convocados para análise dos diferentes materiais e práticas de linguagem. Entre os conceitos bakhtinianos, destacamos as noções de esferas da comunicação (VOLÓCHINOV, 2017 [1929]), gêneros discursivos (BAKHTIN, 2016 [1952-1953]) e relações dialógicas (BAKHTIN, 2011 [1963]). Entendemos ser possível levar a reflexão bakhtiniana para a análise de vários gêneros discursivos, como, por exemplo, redações do ENEM, livros didáticos, materiais e gêneros discursivos de âmbito universitários; em suma, enunciados complexamente organizados por relações dialógicas (MACIEL, 2014), que mostram os movimentos de leitura e de escrita desses escreventes (BRITO, 2011). Julgamos que problematizar as práticas plurais de escrita e leitura na contemporaneidade a partir dessa perspectiva teórica poderá nos levar a repensar essas próprias, contribuindo para o desenvolvimento teórico e metodológico da área bem como indicando caminhos didáticos.
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EM ANDAMENTO
2023 — Atual
Escrita e leitura: práticas plurais
O objetivo deste grupo é refletir sobre a diversidade de vozes (individuais, sociais, regionais, profissionais) que constituem a escrita e a leitura como práticas plurais situadas. Apoiamo-nos em estudos de viés sociolinguístico, cognitivo e/ou discursivo que buscam entender como a linguagem, nas modalidades oral e escrita, é constituída e marcada por diferentes indícios linguístico-discursivos. Tendo em vista esses estudos, buscamos problematizar as práticas plurais de escrita e leitura na contemporaneidade, nos levando a repensar as próprias categorias (de gênero, de classe social, de profissão, de região) mobilizadas quando das discussões sobre variedades linguísticas, contribuindo, inclusive, para discussões atuais dos letramentos (acadêmicos, literários, digitais, da teoria QUEER), que têm questionado divisões estanques entre discurso científico x não científico, digital x não digital, multi ou unisemiótico (multi ou unimodal) e contribuído para a compreensão das identidades como transitórias. Com atuação, na UFSCar (campus São Carlos), as atividades de pesquisa, desenvolvidas pelo grupo, voltam-se: (1) para as linhas texto e discurso e ensino de língua materna do Programa de Pós-Graduação em Linguística; e (2) para as ênfases texto e discurso e texto: meios e materiais instrucionais do Cursos de Bacharelado em Linguística e de Licenciatura em Letras.